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Dubrovnik: The King’s Landing de Game of Thrones

E a Pérola do Adriático

Enquanto temos passado (muito) frio aqui no sul do Brasil, no Hemisfério Norte a primavera já toma ares de verão. Com isso em mente vou postar destinos perfeitos para fugir do nosso outono/inverno! Começo com uma das minhas viagens preferidas: Croácia (Hrvatska em croata)! Fui para lá com a minha família em Agosto de 2015 e superou todas as nossas expectativas. Sobretudo a capital, Dubrovnik, uma das locações do seriado de sucesso da HBO, Game of Thrones. Para os fãs da série, Dubrovnik foi a principal locação da cidade fictícia de “King’s Landing”. A cidade antiga tem características medievais que proporcionaram o cenário perfeito para o seriado.

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Fãs de GOT: quem aí se lembra desta escada?

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Um passeio imperdível para quem passar por Dubrovnik é subir de teleférico até o topo do Monte Srd (Srd Hill). Lá de cima, há 412 metros de altura, é possível visualizar uma distância de 60km (37 milhas) e toda a cidade antiga, chamada de “old town“. As peculiaridades dela, vistas nas fotos acima, explicam a escolha dos produtores de GOT. 

O nome é: Dubrovnik Cable car. A estação baixa fica próxima ao ploce gate, a saída da cidade murada (ela é bem pequena, em pouco tempo vocês pegam onde fica a saída e a entrada dela – pile gate), na rua Petra Krešimir, 4. Os tickets são cobrados na moeda local, em kunas (kn), e os preços variam de acordo com a idade e com o trechos, vez que é possível subir de teleférico e descer a pé ou de carro e vice-versa. Sendo assim, são cobradas 108 kunas (R$57,43) ida e volta e 60 kunas (R$31,91), apenas um trecho por adulto. Já para as crianças (até os 12 anos), são cobradas 50 kunas (R$26,60) ida e volta e 30 kunas (R$16,00) somente um trecho. Fiz a conversão para o real na data de hoje, para saberem o valor atualizado utilizem o aplicativo aqui do blog, na coluna do lado direito, lá embaixo. Para maiores informações acessem o site da empresa responsável pelo transporte: http://www.dubrovnikcablecar.com.

Dentro da antiga fortaleza imperial há um restaurante com vista para a cidade antiga, dois mirantes, uma loja de souvenirs e toilets. No lado de fora, também com vista para a cidade velha, há outro restaurante.

Na parte de trás do teleférico (descendo as escadas internas até embaixo, saindo por uma porta e andando bastante, em linha reta, até uma entrada à esquerda) está o “war museum” com uma exposição de fotos impressionantes retratando as consequências da guerra que perdurou de setembro de 1991 à agosto de 1995. Para quem gosta de história, visitar o museu é imprescindível. O museu é pequeno, basta 1 hora/1hora e meia para visita-lo. 

Agora leiam com bastante atenção: não caiam no papo dos funcionários do monte Srd de que a descida a pé é plana e fácil! Repito: NÃO desçam a pé por nada! A não ser que estejam de tênis específico para trilhas pesadas e dispostos a uma aventura.

Como explicado acima é possível comprar um ticket só de ida ou só de volta (one round) com o teleférico. Na primeira vez que fomos, nós quatro, subimos e descemos de teleférico e não deu tempo de visitarmos o war museum, pois fomos no final da tarde com o intuito de vermos o pôr do sol lá de cima. O que eu, inclusive, recomendo. A vista do sol se pondo é incrível, mas justamente por isso é o horário mais cheio, então se programem!

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Vimos muita gente que ficou de fora da cabine do teleférico e acabou tendo que ver o pôr do sol lá de baixo na fila.

Meu pai e irmão não são muito chegados em museus, então subimos, observamos a vista, tiramos algumas fotos e já descemos.

No dia seguinte pela manhã eu e minha mãe retornamos para ver a vista de dia, visitarmos o museu e (porque não?) descermos a pé para fazermos um exercício.

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Olha elaaaas. Bem inocentes e felizes, sem saber o que o destino havia lhes reservado…

Vocês já devem ter percebido nos posts anteriores que nós sempre inventamos várias caminhadas nas nossas viagens em família. A gente adora porque achamos que não há maneira melhor de conhecer algum lugar e de quebra ainda mantemos o físico para podermos comer sem culpa.

Apesar de termos levado tênis de corrida na mala neste dia resolvi sair de chinelo devido ao calor que fazia e a minha mãe foi de sapatilha. Na ida de teleférico tudo correu muito bem e no museu também.

Ao sairmos do museu não conseguíamos encontrar a tal trilha que nos levaria até o pé do monte. Encontrei um funcionário que nos indicou o caminho, saindo do museu do lado direito. Eu percebi que ele me olhou dos pés à cabeça, e não foi pejorativamente. Perguntei como era a trilha e se conseguiríamos fazê-la, considerando que eu estava de chinelo. Ele me olhou e disse exatamente essas palavras: plan and easy (plano e fácil).

Confiamos nele e fomos para a trilha, que faz subida e descida. Para começo de conversa ela inicia literalmente do nada. No meio da vegetação surge um rascunho de caminho, por assim dizer.

Parece uma rampa gigantesca em zigue-zague formada por pedras grandes e soltas. Não existe nenhum “acabamento” ou sequer tentativa de assentamento das rochas e, tampouco, qualquer tipo de proteção. Depois da rampa tem um desfiladeiro, se você tropeçar, tchau amigo, rest in peace (descanse em paz).

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Era muito difícil caminhar normalmente porque as pedras eram super escorregadias e lisas, com o meu solado de borracha eu patinava sobre elas.

Como somos brasileiras e não desistimos nunca, continuamos a caminhada na esperança de que o próximo “degrau” seria mais estável.

Algumas vezes até dava uma melhorada, mas na maioria, a próxima etapa era pior que a anterior.

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O que mais nos desesperava e nos fazia rir  –  porque nestas horas o que nos resta é rirmos da nossa própria mancada, né – era que tínhamos visto apenas uma casal que estava de botas de alpinismo, mochila e demais apetrechos necessários para tal aventura, o qual havia simplesmente sumido. Até hoje nos perguntamos se eles despencaram lá de cima, se foram abduzidos ou se descobriram algum atalho.

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Rochas e mais rochas esperando nossas quedas…
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Nós e o calvário de Jesus Cristo pelo caminho. Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência.

Para resumo da ópera, demoramos quase duas horas para descermos, passamos ainda por um solo de terra todo tortuoso e irregular no meio de várias árvores.

Quando, enfim, pisamos no asfalto e visualizamos a civilização, demos de cara com uma placa, onde se lia: “Welcome to Dubrovnik” (bem-vindo à Dubrovnik).

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Para ajudar ultrapassamos os limites da cidade. Até chegarmos ao hotel, caminhamos mais uma hora. Hoje rimos dessa história, mas para quem não estiver disposto a passar perrengue, medo de cair a cada meio metro e caminhar por 3 horas, não deem ouvidos à ninguém! Subam e desçam do modo convencional: de teleférico! Para aqueles movidos à desafio, que ainda estão dispostos à fazer a trilha, por favor, não façam como a gente, e muito menos como eu, vão com um tênis próprio para terrenos irregulares, com garrafa de água, celular funcionando e etc.

Nós sequer tínhamos celular com sinal para pedir socorro!

Fiquem de olho que em breve conto mais aventuras em Dubrovnik, essa cidade maravilhosa!  

Advogada por profissão, escritora por hobby e viajante por paixão.

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